Quando pela primeira vez
Eu pude sentir
O Orvalho dos campos
Onde as flores eram sorridentes
E os pássaros eram maestros
Tive a leve impressão
De que seria pela última vez...
De todas as vezes
Em que as manhãs
Tornavam-se ma´gicas
E o céu parecia se abrir
Como se me chamasse
Eu sempre acreditei
Que tudo passaria
Quando eu envelhecesse.
Quando as crianças
Rodeavam-me com seus risos
Eu sorria com elas
E pensava que nunca mais
Eu pudesse voltar
Ou que nunca teria
A minha chance de ter
A chance que o meu despediçou.
Quando eu via
As folhas morrerem
Em pleno outono
Eu sentia como se fossem
Pessoas tão próximas a mim
Que lá estava eu
Catando folha por folha
Guardando-as
Dentro de uma velha
Caixa de sapatos.
Quando todos resolveram
Moldar-se pelos outros
Eu fiquei com a minha
Própria espada, e meu
Próprio escudo em punhos
Em busca das coisas
Que haviam me dito que existiam
Mas ninguém nunca
As haviam encontrado.
Na verdade,
Nada nunca esteve realmente perdido
Muito menos tudo estava a salvo
Mas eu sempre tive
A estrela que hoje me ilumina
O céu que hoje me aquece
As pegadas que sempre guiaram-me.
Existe uma felicidade
Que não se precisa buscar
Uma felicidade em que o amor
Deverá servir como túnel
Entre nossa vida
E a vida daquele a quem devemos algo:
Os nossos melhores dias
As nossas melhores noites
Os nossos mais valiosos segredos
Os nossos mais valorosos cristais.
Hoje eu não quero ficar com você...
Eu quero amar você!
Fazer do fogo que queima: a luz
Da escuridão que cega: o quarto de dormir
Do medo que nos cerca: o despertador
Da tristeza que virá:
A água que se tornará vinho
Do amor que criou-se entre nós:
A minha maior razão de viver.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário